O crescimento irregular da capital sergipana do norte para o sul, foi propício a criação de espaços vazios, favorecendo a especulação imobiliária que encareceu o preço dos aluguéis e desses lotes mais próximos ao centro.
Esse crescimento horizontal preocupou os que defendiam o projeto modernizador, pois viram a necessidade de adequar esses bairros ascendentes dentro de um projeto que garantisse a modernidade da capital, a fim de enquará-los em um conjunto de normas higienizadoras de urbanização. Nessa época o Aribé também passou a ser ocupado pelas famílias pobres, algumas tiveram suas casas derrubadas devido a instalação da linha férrea.
| (Aracaju nas primeiras décadas do Século XX/ Fonte: Arquivo Público do Estado de Sergipe) |
A integração dessa área pobre ao quadrado de Pirro visava enquadrar essa população dentro de uma ordem estabelicida pela elite, período formado por um contigente de trabalhadores livres despossuídos de bens, vindos em sua esmagadora maioria das áreas rurais. Aracaju era vista como uma oportunidade de emprego.
Com oferta de mão-de-obra em abundância os donos das fábricas, buscaram fundar vilas operárias a fim de manter um maior controle sobre os operários. A situação dos operários sergipanos nas primérias décadas do século XX não eram nada agradáveis, conviviam com os baixos salários, péssimas condições de saúde, uma alimentação precáraia além de ter que percorrer um difícil trajeto até as fábricas, obrigando-o a sair bem cedo de casa.
Referência Bibliográfica:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. “Parte do outro lado da modernização...”: Aracaju e os homens pobres nas primeiras décadas so século XX. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: UFS, CESAD, 2010.




