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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A construção da identidade Sergipana.

   Marcado por um discurso modernizador que engendrou mudanças em Aracaju, o Século XX também suscitou outras preocupações na elite sergipana, tais como a delimitação do território junto a fronteira de estados vizinhos, Bahia e Alagoas, além dessas questões limitrofes, a elite de Sergipe se preucupou em definir a característica da identidade do sergipano.
   De acordo com Paulo do Walle Sergipe estava em um lento progresso, sendo sua capital formada por um monte de palhas. Tal crítica instigou a elite sergipana, sobretudo Nobre de Lacerda, que procurou rechassar as informações fornecidas por Walle, de acordo com Lacerda em seu artigo publicado no jornal "O Estado de Sergipe" em 24 de Abril de 1813. Nesse embate torna-se perceptível o discurso modernizador modernizador referente a nova capital e o desprezo pelo antigo.
   Segundo Silvério Leite fontes, não podemos pensar a construção da identidade Sergipana, sem associá-la ao complexo de inferioridade presente no sentimento dos sergipanos. Diante dessa afirmativa, Lindvaldo nos alerta que não podemos generalizar essa ideia a todo os segmentos sociais de Sergipe, sendo necessário dar voz as classes que estão a margem desse discurso.
(Fonte:http://www.infonet.com.br/encontros/ler.asp?id=93670&titulo=menina_veneno)

   É importante ressaltar que essa elite buscou construir a identidade de Sergipe pautando-se na figura individuais de grandes homens, nomes como o de Tobias Barreto e Fausto cardoso começaram a ser venerado como um modelo a se seguir, deixando à margem as classes mais pobres.

Referência bibliográfica:


SOUSA, Antônio Lindvaldo. “Um misto de acanhamento e audácia...”: Reflexões em torno da identidade sergipana (1910-1930). Tese de doutorado, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), USP, 2003.

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