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domingo, 4 de dezembro de 2011

Por uma Aracaju moderna: O discurso modernizador da elite aracajuna no início de século XX

Rua da Aurora (Rio Branco)
(Fonte: http://iaracaju.infonet.com.br/serigysite/ler.asp?id=19&titulo=Aracaju150anos)

   Após a fundação de Aracaju, deu-se por parte da elite aracajuana a propagação de um discurso modernizador, no qual Aracaju passaria por uma gama de mudanças. A nova capital fundada em 1855 deixaria de ser uma cidade atrasada e inviável para novos ares modernos.
   Tal discurso é percepitível a partir de uma análise dos jornais da época, sobretudo o " Correio de Aracaju" e "O Estado de Sergipe". Nesses jornais era corriqueiro notícias de um notável melhoramento nas estruturas da nova capital, de um passado difícil para um futuro promissor conforme os ideais positivistas de "ordem" e "proguesso", Aracaju era vista sob a metáfora de uma "Ave branca que voa dos pântanos para o azul" (O Estado de Sergipe apud SOUSA, 2010, p. 115)
  O jornal "Correio de Aracaju" fazia constantes ressalva sobre a pouca quantidade de recursos a disposição dos governantes, vemos que está implícito a esse discurso uma exaltação a essa classe dirigente, já que mesmo com poucos recursos está conseguindo mudar a face da nova cidade, construíndo praças, aterrando lagos, destruíndo morros, trazendo consigo símbolos dessa nova moderninade como a energia elétrica
e o bonde. Na década de 1920 a criação do Instituto de Química e o Parreira Horta, possibilitou melhorias nas condições de higienização da nova cidade.
   Outro fator que irá contribuir para esse sentimento de modernidade, é a inauguração da Escola Federal de Aprendizes e Artífices em 01 de maio de 1911,  uma data estratégica a fim de incluir nas comemorações uma importante solenidade ao dia do trabalhador.
  Com a vinda de muitas famílias ricas para Aracaju no ano de 1910 é que houve um impulso a essas mudanças, a nova burguesia vai construíndo uma cidade aos seus moldes, valorizando uma cultura mais letrada para os seus filhos. Com a ausência de cursos superiores em Aracaju, grande parte dos filhos dessas elite migravam para outros estados, parte dessa elite não retornava a capital sergipana e aqueles que retornavam buscavam traçar novos rumos para Aracaju imbuidos dos ideiais positivistas.

Referência Bibliográfica.
 
SOUSA, Antônio Lindvaldo. “Ave branca que voa dos Pântanos para o azul...”: As Elites e o Projeto modernizador de Aracaju nas décadas de 1910 a 1930. In: Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: UFS, CESAD, 2010

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