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domingo, 25 de setembro de 2011

Presença de outros agentes na história de Sergipe.

Representação de alguns grupos étinicos que formaram a população do Brasil. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Brazilians_001.JPG)
Grande parte dos historiadores tradicionais, ao realizarem suas pesquisas, pouco relatam sobre os papéis de alguns grupos sociais, tais como negros, indíos e mestiços. Nas ultimas décadas do século XX e início do século XXI, uma parcela significativa de historiadores tem se dedicado à cobrir essas falhas da historiografia tradicional. Clóvis Moura foi um dos pesquisadores que se dedicou no estudo dessa temática, e em seu livro "As Injustiças de Clio: O negro na historiografia brasileira" nos mostra como se deu essa "coisificação" do negro na historiografia brasileira, onde os africanos são vistos, como uma massa amórfa e indistitiva, sendo ainda considerados como máquinas de trabalho.
Em Sergipe no ano de 1854 registrava-se cerca de 32.000 escravos negros, número que foi decaindo ainda mais, com a migraçao dessa grupo étnico para servir como mão-de-obra nas regiões produtoras de café que passavam por uma ascenção econômica, já que com a proibição do tráfico em 1850, a aquisição do escravo tornou-se uma tarefa difícil. A grande concentração dessa população se deu na região da cotiguiba e sua origem é motivo de discidência entre os historiadores, no qual há quem defenda que eles eram sudaneses, conforme afirma Nina Rodrigues, como também há quem afirme que eles vieram de diversas regiões da áfrica, tais como: Congo, Angola, Costa de Ouro, Golfo do Benin entre outras, posição defendida por Luiz Mott.
 
João Mulungu - Herói da resistência negra em Sergipe/ Foto: Memorial João Mulungu. Aracaju-se/ (Fonte:http://itamarfo.blogspot.com/2005_09_01_archive.html )
No que se refere a participação do negro na vida social, podemos afirmar que ela era bem restrita, não podiam frequentar a escola e algumas irmandades religiosas não aceitavam que eles frequentassem suas igrejas. Para fugir da escravidão os negros formaram "mocambos" que eram os cativeiros formados por negros fugitivos, entre esses podemos destacar a figura de João Mulungu, que lutou constantemente pela sua liberdade.
O mestiço é outro agente histórico que tem o seu papel amenizado, eram mal vistos pelo colonizador branco, que os definiam como "canlhas", "gentalhas" e pessoas preguiçosas. Formavam a grande parte da população livre e no século XIX, habitavam as regiões de Laranjeiras e Aracaju. Já os índios eram vistos como um obstáculo para os colonizadores, pois habitavam terras que impediam a ampliação das plantações da cana-de açúcar e a criação do gado. Além desses grupos, podemos citar a influência das mulheres, que também foram outro grupo social que ainda não teve o seu devido reconhecimento.

Referência Bibliográfica:

SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010.


MOURA, Clóvis. As injustiças de Clio: O negro na historiografia brasileira. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990.

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