| Representação de alguns grupos étinicos que formaram a população do Brasil. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Brazilians_001.JPG) |
Em Sergipe no ano de 1854 registrava-se cerca de 32.000 escravos negros, número que foi decaindo ainda mais, com a migraçao dessa grupo étnico para servir como mão-de-obra nas regiões produtoras de café que passavam por uma ascenção econômica, já que com a proibição do tráfico em 1850, a aquisição do escravo tornou-se uma tarefa difícil. A grande concentração dessa população se deu na região da cotiguiba e sua origem é motivo de discidência entre os historiadores, no qual há quem defenda que eles eram sudaneses, conforme afirma Nina Rodrigues, como também há quem afirme que eles vieram de diversas regiões da áfrica, tais como: Congo, Angola, Costa de Ouro, Golfo do Benin entre outras, posição defendida por Luiz Mott.
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| João Mulungu - Herói da resistência negra em Sergipe/ Foto: Memorial João Mulungu. Aracaju-se/ (Fonte:http://itamarfo.blogspot.com/2005_09_01_archive.html ) |
O mestiço é outro agente histórico que tem o seu papel amenizado, eram mal vistos pelo colonizador branco, que os definiam como "canlhas", "gentalhas" e pessoas preguiçosas. Formavam a grande parte da população livre e no século XIX, habitavam as regiões de Laranjeiras e Aracaju. Já os índios eram vistos como um obstáculo para os colonizadores, pois habitavam terras que impediam a ampliação das plantações da cana-de açúcar e a criação do gado. Além desses grupos, podemos citar a influência das mulheres, que também foram outro grupo social que ainda não teve o seu devido reconhecimento.
Referência Bibliográfica:
SOUSA, Antônio Lindvaldo. Temas de História de Sergipe II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe/CESAD, 2010.
MOURA, Clóvis. As injustiças de Clio: O negro na historiografia brasileira. Belo Horizonte: Oficina de Livros, 1990.
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